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Wmissao Do Estado Permitiu Avanco Das Milicias Nos Ultimos 10 Anos Dizem Freixo E Relator Da Cpi


Fonte: noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/04/17/em-dez-anos-governos-do-rio-permitiram-avanco-das-milicias-dizem-freixo-e-relator-da-cpi.htm

Omissão do Estado permitiu avanço das milícias nos últimos 10 anos, dizem Freixo e relator da CPI - Notícias - Cotidiano UOL Notícias Cotidiano Violência no Rio Omissão do Estado permitiu avanço das milícias nos últimos 10 anos, dizem Freixo e relator da CPI Flávio Costa Do UOL, no Rio 17/04/201804h00 A história da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro se conta por meio de números.  Em 14 de novembro de 2008, a investigação parlamentar divulgou o resultado de cinco meses de trabalho: um total de 226 pessoas foram indiciadas, recomendou-se que outras 879 fossem investigadas e foram recebidas 1.162 denúncias que detalhavam como milicianos controlavam, por meio da intimidação e do terror, cerca de 170 territórios no estado. De acordo com levantamento feito pela reportagem do UOL, pelo menos 61 dos indiciados foram condenados judicialmente por crimes como associação criminosa, porte ilegal de arma e homicídios. Entre eles, os considerados chefes de milícias, a exemplo dos ex-parlamentares Natalino José Guimarães (atualmente em uma prisão federal) e seu irmão Jerônimo Filho, o Jerominho (que cumpre pena em um presídio do Rio). Leia mais: No relatório final, constavam também exatas 58 propostas de enfrentamento a essas facções criminosas que, em sua maioria, foram ignoradas pelo poder público, a exemplo da criação de uma câmara de repressão ao crime organizado ou a legalização do transporte alternativo na cidade. Desta forma, a omissão do Estado permitiu a expansão das milícias no Rio de Janeiro, apesar dos resultados alcançados pela investigação parlamentar. É o que afirmam os deputados estaduais Marcelo Freixo (PSOL) e Gilberto Palmares (PT), respectivamente presidente e relator da CPI das Milícias, em entrevistas ao UOL. Memória: Em 2008, CPI das Milícias indiciou 226 pessoas UOL - Dez anos depois da CPI das Milícias, constatou-se que esses grupos criminosos aumentaram o número de territórios controlados no Rio. Como se deu essa expansão em sua opinião? Como combatê-la? Marcelo Freixo - As milícias cresceram por uma razão: os sucessivos governos do Rio não tiraram das milícias o domínio territorial e as fontes de riqueza econômica. A milícia é um grupo criminoso que busca dinheiro, busca riqueza através de seu controle territorial. Os controles das vans, do "gatonet", do gás, da extorsão direta não foram retirados das milícias. Houve a prisão dos líderes milicianos por meio de uma ação conjunta da CPI, do Ministério Público e da Polícia Civil, mas milícia é máfia. Depois das prisões, não se fez aquilo que o relatório sugeria, que era aquela retirada do poder econômico. Eles continuaram ganhando dinheiro e isso gerou a conquista de mais territórios. Hoje existem mais territórios controlados pela milícia do que pelo próprio varejo da droga.  Gilberto Palmares - O mérito da CPI foi pautar no Rio a necessidade do debate e do combate as milícias, desmascarando setores que diziam aceitar milícias para combater o tráfico. O problema é que, terminada a CPI, o debate quase acabou. O Estado não estabeleceu qualquer prioridade no enfrentamento das milícias. Acho que o problema central é que o enfrentamento às milícias em nenhum momento foi tido com prioritário pelos Poderes Executivo e Judiciário, nem pelo Ministério Público. Quais foram as falhas cometidas pela política de segurança pública que permitiram a expansão das milícias nos últimos dez anos? Freixo - Houve não só uma falha na política de segurança pública, mas de todo o Estado brasileiro. O governo federal demorou muito para tipificar o crime de milícia. Os bombeiros continuam sendo bombeiros militares e tendo porte de arma, a Prefeitura do Rio de Janeiro não fez o que deveria ser feito em relação às vans e à melhoria do transporte público, para que o transporte alternativo pudesse ter um papel menor na vida das pessoas. O serviço de inteligência da polícia não investigou e não fortaleceu a Draco, a delegacia de combate ao crime organizado, pelo contrário, essa delegacia foi sucateada. O crescimento das milícias é uma responsabilidade muito ampla de vários entes do Estado e não pode só ser visto em termos de falha da política de segurança pública. Milícia é Estado leiloado.  Palmares - Um dos principais e mais graves problemas das milícias foi a presença de integrantes das forças de segurança nas mesmas. O enfrentamento a essa questão não foi feito e não é feito adequadamente pelos gestores maiores da segurança pública. Por outro lado, existe a cultura do enfrentamento e confronto armado, especialmente em comunidade e bairros populares. Na CPI lutei sempre para que fossem chamados à responsabilidade empresários de áreas como telecom
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Omissão Estado permitiu avanço milícias últimos anos dizem Freixo relator Notícias Cotidiano Notícias Cotidiano Violência Omissão Estado permitiu avanço milícias últimos anos dizem Freixo relator Flávio Costa 17/04/201804h00 história Milícias Assembleia Legislativa Janeiro conta meio números.  novembro 2008 investigação parlamentar divulgou resultado cinco meses trabalho: total de 226 pessoas foram indiciadas recomendou-se outras fossem investigadas foram recebidas 1.162 denúncias detalhavam como milicianos controlavam meio intimidação terror cerca territórios estado. acordo levantamento feito pela reportagem UOL pelo menos indiciados foram condenados judicialmente crimes como associação criminosa porte ilegal arma homicídios. Entre eles considerados chefes milícias exemplo ex-parlamentares Natalino José Guimarães (atualmente prisão federal) irmão Jerônimo Filho Jerominho (que cumpre pena presídio Rio). Leia mais: relatório final constavam também exatas propostas enfrentamento essas facções criminosas maioria foram ignoradas pelo poder público exemplo criação câmara repressão crime organizado legalização transporte alternativo cidade. Desta forma omissão Estado permitiu expans&at

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