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W Pacto Entre O Estado E A Policia Nao Pode Ser Quebrado


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O pacto entre o Estado e a polícia não pode ser quebrado Estadão - Portal do Estado de S. Paulo Política blogs Fausto Macedo Repórter EM ALTA O pacto entre o Estado e a polícia não pode ser quebrado Edvandir Felix Paiva* 16 de março de 2019 | 05h00 Edvandir Felix Paiva. FOTO: DIVULGAÇÃOA reforma da Previdência Social encaminhada ao Congresso Nacional, na contramão das sociedades desenvolvidas que tratam os policiais como verdadeiros heróis, mitiga importantes mecanismos de reconhecimento daqueles que atuam na linha de frente da segurança pública e da implementação e sucesso de planos de combate à corrupção, ao crime organizado e às facções criminosas. As alterações também colocam em risco a eficiência das instituições policiais no futuro.Em um país reconhecidamente violento como o Brasil, o Estado tem que buscar formas criativas para convencer as pessoas a serem e permanecerem policiais em um cenário de guerra. Como atrair para as carreiras os melhores com dados tão alarmantes. Apenas no ano de 2016, 437 policiais foram mortos.Um policial tem 2,16 vezes mais chances de morrer no exercício de sua função. A profissão tem índices elevadíssimos de suicídio, doenças mentais, comportamentais, normalmente, causadas pelo ambiente estressante e rotineiro enfrentamento do perigo. A escolha de se tornar um policial é quase que um sacerdócio, uma espécie de profissão de fé. Diante dessa terrível realidade, o que leva alguém bem preparado a querer ser policial? Fatores como vocação, remuneração, condições de trabalho, orgulho da instituição e o reconhecimento material do Estado são determinantes para que alguém faça essa escolha, mesmo diante das agruras e desafios. E é exatamente no ponto reconhecimento estatal que entra a aposentadoria policial.Todo policial federal, por exemplo, faz um compromisso com a sociedade, que, para melhor compreensão, pode ser resumido nos seguintes termos: “Eu aceito proteger o cidadão com a minha própria vida se necessário for. Eu aceito, durante toda a minha carreira, não ter rotina, ser acionado a qualquer horário, inclusive às madrugadas, feriados e dias santos. Eu aceito ser avisado no sábado à tarde de que no domingo pela manhã terei que renunciar ao almoço com meus familiares e me apresentar para ir a algum lugar que não conheço, em qualquer região do país, entrar na casa de estranhos para prendê-los e fazer busca minuciosa em sua propriedade. Eu aceito poder ser enviado para alguma missão permanente ou força tarefa longe da minha casa, dos meus filhos e maridos ou esposas, por meses a fio. Eu aceito ser responsável por decisões e investigações que tornarão muitos meus inimigos, inclusive poderosos. Eu aceito não poder durante todo esse período ter outras atividades profissionais. Eu aceito ter uma vida discreta e ter um círculo de amizades restrito. Eu aceito as sequelas profissionais e andar pelas ruas sempre em alerta, em prontidão, para agir se necessário for em qualquer situação de perigo. Eu aceito sofrer com a estigmatização com que uma sociedade como a brasileira ainda trata a polícia”.Em resposta a todo esse compromisso, o Estado, embora não ofereça condições ideais de trabalho, também se compromete ao menos em relação à aposentadoria. É como se dissesse o seguinte: “Combinado! Em troca de toda essa dedicação especialíssima, você, policial, terá a retribuição estatal de, ao cumprir vinte anos de atividade estritamente policial e trinta anos de contribuição previdenciária, poder se aposentar sem sofrer redução nominal dos seus rendimentos. E quando seus colegas policiais da ativa receberem reajuste, você também receberá nos mesmos termos. É o mínimo que a sociedade pode te oferecer para reconhecer o quão importante você foi para a garantia da ordem e da paz social e de valores como probidade e justiça, ao dar sua própria vida como aval desses ideais”.Obviamente, trata-se de uma metáfora para exemplificar essa relação de reciprocidade. Mas, esse acordo tácito firmado entre policial e Estado corre um sério risco, caso permaneçam as regras daquilo que o Governo Federal denomina como “Nova Previdência”. A PEC 06/2019 quebra o tratado que foi feito com antigos policiais, pois altera os tempos necessários para a aposentadoria, sem sequer estabelecer regra de transição na idade mínima exigida, o que evitaria a frustração de ter que planejar novamente a vida de forma brusca e injusta. Há um impacto muito diferenciado para alguém que firmou um contrato com o Estado, se planejou, em alguns casos até deixou de seguir outros rumos, do que com alguém que ainda irá fazer suas escolhas profissionais.Vale ressaltar que o modo como a proposta trata os novos policiais é tão preocupante quanto a quebra de acordo com quem já
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pacto entre Estado polícia não pode quebrado Estadão Portal Estado Paulo Política blogs Fausto Macedo Repórter ALTA pacto entre Estado polícia não pode quebrado Edvandir Felix Paiva* março 2019 05h00 Edvandir Felix Paiva. FOTO: DIVULGAÇÃOA reforma Previdência Social encaminhada Congresso Nacional contramão sociedades desenvolvidas tratam policiais como verdadeiros heróis mitiga importantes mecanismos reconhecimento daqueles atuam linha frente segurança pública implementação sucesso planos combate à corrupção crime organizado às facções criminosas. alterações também colocam risco eficiência instituições policiais futuro.Em país reconhecidamente violento como Brasil Estado buscar formas criativas para convencer pessoas serem permanecerem policiais cenário guerra. Como atrair para carreiras melhores dados tão alarmantes. Apenas 2016 policiais foram mortos.Um policial vezes mais chances morrer exercício função. profissão índices elevadíssimos suicídio doenças mentais comportamentais normalmente causadas pelo ambiente estressante rotineiro enfrentamento perigo. escolha tornar policial é quase sacerdócio espécie profissão fé. Diante dessa terrível realidade leva algu

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