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W Fim Da Neutralidade E A Transformacao Da Internet Em Rede De Supermercado


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O fim da neutralidade e a transformação da internet em rede de supermercado — Rede Brasil Atual Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação Ferramentas PessoaisNavegação Busca Busca Avançada… search Seções Você está aqui: Página Inicial / Cidadania / 2018 / 01 / O fim da neutralidade e a transformação da internet em rede de supermercado Info Tweet Tweet Compartilhar Entrevista | Sérgio Amadeu O fim da neutralidade e a transformação da internet em rede de supermercado Para o professor Sérgio Amadeu, operadoras tentam se apropriar de um bem público – os caminhos por onde trafegam os dados da rede – e fazer da liberdade na internet um negócio sob controle das teles por Patricia Fachin, IHU On-Line publicado 11/01/2018 11h33, última modificação 11/01/2018 14h36 Para o professor Sérgio Amadeu, operadoras tentam se apropriar de um bem público – os caminhos por onde trafegam os dados da rede – e fazer da liberdade na internet um negócio sob controle das teles Jailton Garcia/RBA Amdeu: 'Não há nenhum outro setor que tenha um interesse tão direto na quebra da neutralidade quanto o de telecom' Unisinos – A decisão da agência norte-americana Federal Communications Commission (FCC, uma espécie de Anatel de lá) de pôr fim à neutralidade da rede nos Estados Unidos provavelmente não terá impacto nas legislações de outros países, como o Brasil, diz Sérgio Amadeu à IHU On-Line. “É claro que uma lei aprovada nos Estados Unidos pode ser utilizada como uma tendência mundial, mas não é o caso, porque não há nenhuma obrigação de que países que têm uma legislação protegendo a neutralidade da rede, como é o caso do Brasil, devam criar novas leis alterando a neutralidade da rede”, afirma. Apesar disso, pontua, o lobby das empresas da telecom para pôr fim à neutralidade vai continuar, porque elas perceberam que as mudanças de uso das tecnologias reduziram sua lucratividade. “Por que você vai usar telefone via telefonia fixa, se você já tem linhas de dados e pode usar sistema de voz pela internet? Ou por que você vai gastar mais para falar com um amigo que mora na Europa, se você pode falar por streaming? Isso tudo está acontecendo nos últimos anos e está alterando o que era um modelo de negócio consolidado há quase cem anos, que era o modelo de telefonia fixa. Dada essa mudança, as operadoras de telecom querem reduzir o ritmo com que a sociedade usa os dados, reduzindo assim sua necessidade de investimento, mas isso não vai ser possível, porque a sociedade tem uma demanda crescente”, resume. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, Amadeu explica quais são os impactos do fim da neutralidade da rede e reflete ainda sobre a atuação do poder público na garantia da inclusão digital no Brasil. “O governo federal nunca conseguiu ter um plano único ou organizar uma política de conectividade que envolvesse as três esferas de governo e que cuidasse desde a infraestrutura até a parte final”, resume.  Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo - USP. Atualmente é professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), no estado de São Paulo. Foi um dos pioneiros do debate da inclusão digital no Brasil e pesquisou as práticas colaborativas e o software livre. Foi, ainda, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Entre suas publicações, destacamos o livro Exclusão Digital: A Miséria na Era da Informação (São Paulo: Perseu Abramo, 1996). Confira a entrevista. Qual é o significado da decisão da agência norte-americana Federal Communications Commission – FCC de pôr fim à neutralidade da rede nos EUA, considerando o modo com a internet funciona? A decisão de pôr fim à neutralidade da rede foi bastante precipitada e só ocorreu porque o presidente Trump mudou a composição da FCC. O presidente tem compromissos de campanha que ele resolveu cumprir, e um deles era quebrar o princípio da neutralidade da rede, e foi isso que ele fez com um voto de vantagem na discussão que ocorreu na FCC. Trump fez isso desconsiderando que a maior parte dos eleitores norte-americanos é favorável à neutralidade da rede, ou seja, ao princípio pelo qual a internet vem funcionando até hoje. O impacto do fim da neutralidade da rede não é só econômico e não prejudica apenas a comunicação e eleva o custo da comunicação para toda a sociedade e os setores econômicos, mas implica em dois grandes riscos. Um deles é o controle que as operadoras de telecom passarão a ter sobre a invenção e a inovação. O segundo risco é que, dado que se poderá filtrar e bloquear o fluxo de tráfego de dados por motivos comerciais e econômicos, o fluxo também poderá ser filtrado por outros motivos, sejam eles culturais, políticos ou religiosos. Então, as consequências da decisão da quebra da neutralidade são bastante nefastas para a ideia de como a internet vinha funcionando até hoje. Na verdade, quando se quebra a neutralidade no espírito que as operadoras de telecom pretendem e buscaram, se transforma a internet numa grande rede de supermercado e se passa não só a cobrar diferenciadamente pela velocidade, que é o modelo que temos hoje – quem tem velocidade maior paga mais -, mas se passa a cobrar agora por tipo de aplicação, ou seja, se você vai acessar música ou vídeo, você terá que pagar mais. No debate que ocorreu no Brasil durante a discussão do Marco Civil da Internet, o grande defensor da quebra da neutralidade e principal lobista das operadoras de telecom, foi o Eduardo Cunha. Ele alegava que a queda da neutralidade beneficiaria os mais pobres, porque eles teriam uma taxa de u
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