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Pesquisa Mostra Contaminacao De Tres Escolas Com Fungos De Pombos


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Pesquisa mostra contaminação de três escolas com fungos de pombos - Capital - Campo Grande News A notícia da terra a um clique de você. Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Março de 2019 (67) 3316-7200 (67) 99955-2040Capital11/01/2019 11:08Pesquisa mostra contaminação de três escolas com fungos de pombosPesquisa de mestrado da UFMS constatou a presença do fungo em fezes deixadas por pombos em escolasIzabela Sanchez Fezes de pombos em uma das escolas municipais onde há a presença do fungo (Foto: Divulgação)Três escolas municipais em Campo Grande estão com risco de causar a doença criptococose, que ataca, especialmente, pessoas com sistema imunológico comprometido. A doença é causada por fungos do gênero Cryptococcus, principalmente Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii. Nas escolas, o problema é o excesso de pombos, já que entre outros "ambientes", os fungos surgem nas fezes dessas aves.Quem realizou a descoberta é biólogo e professor Dario Corrêa Junior, com orientação da professora Marilene Rodrigues Chang. A pesquisa é fruto do projeto de mestrado “Investigação de Cryptococcus no ambiente escolar em Campo Grande/MS”, no programa de Doenças Infecciosas e Parasitárias da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).Em razão do termo de sigilo, Dario não pode revelar o nome das escolas, mas afirma que as unidades estão no centro e na região do segredo. Para identificar o problema, ele analisou o ambiente de 85 escolas. O número excessivo de pombos, explica, ocorre em ao menos 60 colégios municipais. Cryptococcus neoformans, causador da Criptococose (Foto: Divulgação)“É um fungo encontrado no mundo em excrementos de pombo e em árvores em decomposição. Esse fungo é adaptado ao ambiente, ele utiliza os nutrientes para se reproduzir”, conta. O risco de contrair a doença, explica Dario, é maior para pessoas com comprometimento do sistema imune, como transplantados, hiv positivos e diabeticos, mas também pode acometer indivíduos com sistema imunológico “competente”, ou seja, com funcionamento normal.Os sintomas da doença, que incluem dores de cabeça, rigidez na nuca e febre, comenta, são comuns e dessa forma, confundem médicos no momento do diagnóstico. O perigo da criptococose é o ataque ao sistema nervoso central. “Esse fungo tem um tropismo, uma predileção pelo sistema nervoso central, porque o liquor, o líquido do sistema nervoso central, tem algumas substâncias que ele utiliza como nutrientes, lá ele se reproduz melhor. A pessoa pode ficar cega”, esclarece o biólogo.“Eles [pombos] são um problema, por isso escolhi fazer essa pesquisa, eles transmitem outras doenças, mas isso mostra que Campo Grande tem um problema de saúde”, afirma. Dario, durante a pesquisa, coletando material para análise (Foto: Divulgação)Pesquisa – O interesse pelo assunto, segundo o cientista, começou ainda durante o curso de biologia, por meio de pesquisa de iniciação científica. “Quando fui fazer mestrado resolvi estudar cryptococcus, como sou professor, pensei nas escolas”, explica.Os resultados levaram Dario até o Chile, onde ele apresentou o projeto de mestrado no Congresso Latino Americano de Microbiologia, em Santiago. Durante o mestrado, o pesquisador realizou curso de diagnóstico molecular para infecções fúngicas na Fiocruz (RJ) e de identificação molecular de Cryptococcus no Instituto Adolfo Lutz (SP).“Em cada escola coletei 10 amostras. Tive um total de 600 amostras, tive que trazer para o laboratório, isolar o fungo nesse experimento e eu tinha que fazer dois testes, de identificação fenotípica, para saber qual a espécie e outro objetivo era fazer a identificação molecular”, comenta. Cartilha sobre o fungo e a doença elaborada pelo projeto de pesquisa (Foto: Divulgação)Disseminar conhecimento – Como resultado da pesquisa, Dario desenvolveu uma cartilha, acessível e com informações de fácil compreensão (clique aqui para ter acesso). Além do documento, ele vai desenvolver um projeto de extensão. O objetivo é informar os professores da rede municipal sobre o assunto.“Eu recebo uma bolsa do governo, eu acho que a gente tem obrigação de devolver pra sociedade. Eu vou falar sobre o ambiente, o solo, uma médica vai falar sobre a parte clínica e a minha orientadora, farmacêutica, vai falar sobre o diagnóstico”, revela.A Semed (Secretaria Municipal de Saúde) afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que “para conter a entrada de pombos nas unidades escolares, está colocando nos prédios, nos locais de acesso das aves, telas de metais para inibir a entrada dos pássaros”.VEJA TAMBÉM Três escolas de MS adotam modalidade "a distância" para alunos do Ensino Médio Aulas nas escolas estaduais começarão no dia 18 de fevereiro Ceinfs 'mudam' de nome e diretores são designados nas escolas municipais Documento contra fechamento de 4 escolas será entregue ao MP nesta terça-feira NOME COMPLETO E-MAIL NOME COMPLETO DO DESTINATÁRIO E-MAIL DO DESTINATÁRIO MENSAGEM Enviar Cancelar Enviando mensagem, aguarde... 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