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Para Diretor Do Mit Inovacao E Fruto Direto Da Desobediencia


Fonte: oglobo.globo.com/economia/para-diretor-do-mit-inovacao-fruto-direto-da-desobediencia-23219352

Para diretor do MIT, inovação é fruto direto da desobediência - Jornal O Globo Acessar Navegação Economia Assine Buscar Buscar Acesse no Facebook Twitter Instagram Reage Rio Rio Gastronomia Barra Week 2018 Acesse no Facebook Twitter Instagram Receba nossas newsletters Cadastrar PUBLICIDADE Exclusivo para Assinantes Para diretor do MIT, inovação é fruto direto da desobediência Joichi Ito, especialista em mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, criou até prêmio para os rebeldes mais criativos Tiago Aguiar* 08/11/2018 - 04:30 / 12/11/2018 - 10:58 Joichi Ito, diretor do MediaLab do MIT Foto: Divulgação Compartilhe por Facebook Twitter WhatsApp PUBLICIDADE SÃO PAULO - Joichi "Joi" Ito, diretor do laboratório de mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), prega que a inovação é fruto direto da desobediência. Nomeado para o cargo em 2011, quando ainda não tinha diploma universitário, o japonês de 52 anos criou até um prêmio para os rebeldes mais criativos do planeta. Crítico das gigantes da tecnologia do Vale do Silício, ele participou na quarta-feira da HSM Expo,  um evento de gestão em São Paulo. Em entrevista ao GLOBO, defendeu o uso equilibrado das tecnologias e reforçou que vê a liberdade como essencial para a criação de novas soluções. Receba as newsletters do Globo: Digite as letras da imagem: Trocar imagem Cadastrar Já recebe a newsletter diária? Veja mais opções Como o MIT estimula a desobediência e a inovação simultaneamente? - Temos um prêmio de US$ 250 mil para os desobedientes. No ano passado, ele foi concedido para um grupo que revelou que crianças foram expostas a níveis perigosos de chumbo na água em Michigan. Trabalhamos dentro de sala com um conceito diferente. É preciso que haja muita confiança e um grupo que aprecie conversas às vezes desconfortáveis e perniciosas sobre desobediência. Quando num sistema há boa desobediência, você questiona os processos e isso melhora o próprio sistema. Saiba mais Empreendedores brasileiros vão receber investimento da Coreia do Sul para apresentar a investidores Programas de igualdade de gênero turbinam lucro das empresas, mostra pesquisa Tecnologia torna o pré-sal a principal fronteira petrolífera do mundo Nobel de Economia vai para estudos sobre mudanças climáticas e inovação O senhor diz que o ato de pedir permissão para atuar é um grande entrave à inovação. Onde este custo está mais presente? - Está em indústrias que têm que gastar muito antes de ver qualquer resultado, como as empresas de infraestrutura. Mas esse problema pode ser visto em outras áreas com sistemas muito lentos, como na educação pública, que é muito importante, mas pode acabar afastando os inovadores para o setor privado. É preciso experimentação na educação. Existe outro empecilho para a inovação além desse custo? - Pessoas velhas, que não saem do caminho. Acho que foi (o físico alemão) Max Planck que disse que “a ciência avança a cada funeral de um professor”. Seja em uma empresa ou na academia, a questão é como você elegantemente tira as pessoas velhas e coloca as pessoas novas. A diferença entre as gerações de quem pensa em termos de mercado de capitais ou da era industrial é bem grande. Precisamos tirá-los do caminho, inclusive eu mesmo. PUBLICIDADE O brasileiro é conhecido por não seguir regras, o que nem sempre é bem visto. O uso da tecnologia nas eleições, por exemplo, teve um lado negativo. A desobediência pode ser ruim? A distribuição de desinformação nas eleições não se enquadra na minha categoria de “desobediência”. Desobediência é quando o oprimido age contra o opressor. Há pioneiros da internet que se tornaram hoje militantes da desconexão digital. O senhor fala em cuidado e autocontrole no uso da tecnologia. O que isso significa? É importante entender que não dá para voltar, não dá para desligar a tecnologia. Eu tenho uma filha e ela gosta do meu celular. Se eu sou interessante o suficiente, ela presta atenção em mim. O que precisamos é descobrir como ensinar as crianças, e nós mesmos, a nos autorregularmos. O que fazemos no MIT é ter certeza de que quem projeta tecnologia esteja ciente do sistema social e dos efeitos do seu produto. Grandes empresas estão lidando mal com isso? Quando você tem uma plataforma, você tenta ficar indiferente sobre o que as pessoas estão fazendo nela e tenta ganhar escala. O Facebook e o Google acreditaram que poderiam se tornar plataformas neutras. Mas ficou claro que elas precisam ser mais responsáveis. Todas essas empresas, as que lidam com inteligência artificial e problemas éticos nos algoritmos ou com uso indevido de informação em plataformas, estão se movendo tão rápido quanto conseguem, mas não sei se é o suficiente. A sociedade civil e o governo estão num momento decisivo para definir se haverá uma terceira parte fiscalizadora delas. PUBLICIDADE *Estagiário sob supervisão de Renato Andrade Compartilhe por Facebook Twitter WhatsApp Especial Publicitário Foto: Reginaldo Pimenta/G.lab No exame médico, o susto e o alerta para mudar Especial Publicitário Foto: Alex Ferro/G.lab Robô que "sente dor" revoluciona ensino da Medicina Estácio Mais de Economia Ver m
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