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Estudante Da Ba Cria Tecnologia Para Filtrar Agua Atraves Da Luz Solar Em Regioes Do Semiarido E Leva Premio Nos Eua


Fonte: g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/04/17/estudante-da-ba-cria-tecnologia-para-filtrar-agua-atraves-da-luz-solar-em-regioes-do-semiarido-e-leva-premio-nos-eua.ghtml

Estudante da BA cria tecnologia para filtrar água através da luz solar em regiões do semiárido e leva prêmio nos EUA | Bahia | G1 G1 Bahia Estudante da BA cria tecnologia para filtrar água através da luz solar em regiões do semiárido e leva prêmio nos EUA Anna Luisa Santos, de 21 anos, e outros estudantes que abraçaram ideia levaram bolada de R$ 25 mil na competição HackBrazil. Tecnologia já foi implantada em cidades de 4 estados. Por Alan Tiago Alves, G1 BA 17/04/2019 10h46 Atualizado 2019-04-18T13:56:24.955Z Estudante da BA cria tecnologia para filtrar água através da luz solar em regiões do semiárido e leva prêmio nos EUA — Foto: Divulgação Uma estudante baiana faturou um prêmio nos Estados Unidos após desenvolver uma ideia visando solucionar um problema muito comum no Nordeste do Brasil: a falta de acesso à água potável. Anna Luisa Santos, de 21 anos, criou um sistema de filtragem sustentável para ser ligado a cisternas que utiliza radiação solar para tornar a água contaminada própria para consumo em regiões castigadas pela seca. A jovem, que se formou em Biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018, e outros três estudantes que abraçaram a ideia levaram uma bolada de R$ 25 mil com o segundo lugar na competição HackBrazil, evento brasileiro de tecnologia em Boston (EUA) que premia iniciativas empreendedoras. Aqualuz é acoplado a cisternas para realizar filtragem da água através da luz do sol — Foto: Divulgação A final aconteceu no dia 5 de abril durante a Brazil Conference, evento que estreou em 2015 e é coordenado por alunos brasileiros de Harvard e do MIT — duas instituições da "Ivy League", a elite das faculdades norte-americanas — para promover o encontro com líderes e representantes do país. A competição reuniu 400 startups de tecnologia. A tecnologia foi batizada de "Aqualuz". Trata-se de uma caixa de inox que é coberta por um vidro e uma tubulação simples ligada à cisterna, um reservatório comumente usado para armazenar água da chuva ou de caminhão-pipa. A filtragem da água ocorre sem a necessidade de uso de compostos químicos. Como consequência, ajuda na redução dos índices de doenças. "A gente teve uma preocupação de desenvolver um sistema que fosse simples e eficiente para as pessoas, com uma excelente durabilidade", destacou Anna Luisa, em contato com o G1. A tecnologia Projeto criado por estudante baiana permite filtragem de água com luz solar — Foto: Divulgação Por meio da tecnologia, a filtragem ocorre por etapas. Cada ciclo de filtragem dura, em média, 4 horas. O dispositivo, que filtra até 28 litros de água por dia, dura cerca de 15 anos apenas com limpeza de água e sabão, troca do filtro natural (com o estoque de refil já fornecido), sem precisar de manutenção externa ou energia elétrica. Testes preliminares feitos em laboratório certificado, que usaram parâmetros do Ministério da Saúde, revelaram que o "Aqualuz" reduziu em 99,9% a presença de bactérias de referência. Além de Anna, também ganharam o prêmio pelo projeto Letícia Nunes Bezerra, Marcela Sepreny e Lucas Ayres — Foto: Divulgação O aparelho, no entanto, não resolve problemas de contaminações por metais, químicos, elementos radioativos e nem de salinidade. Além disso, outro limitador é que funciona apenas com a presença do Sol — em dias nublados, o ciclo de filtragem demora mais porque requer mais tempo de exposição. "O 'Aqualuz' pode ser usado por até três famílias. Por enquanto, a gente indica o uso só em cisternas. Para rios e postos artesianos tem que ter análise da água para saber se é possível a descontaminação microbiológica e se tem contaminação adicional de metais pesados, por exemplo. Nesse caso, o 'Aqualuz' não resolve", relata a estudante. Anna afirma que 35 unidades do "Aqualuz" já foram implantadas em cidades de quatro estados no Nordeste: Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas. O custo do equipamento é de R$ 500 por unidade, mas Anna diz que a intenção não é comercializar diretamente para as pessoas que vivem no semiárido. "A nossa proposta é vender o projeto para empresas, nosso foco são as empresas grandes com iniciativas de responsabilidade socioambiental, e também para órgãos governamentais, para que eles possam implementar e ajudar a melhorar a qualidade de vida dos moradores do semiárido", destaca. A ideia e os próximos passos Anna Luisa trabalha com projeto desde os 15 anos de idade — Foto: Divulgação Anna Luisa conta que teve a ideia de criar o projeto quando tinha 15 anos e ainda cursava o ensino médio. "Tive a ideia para participar do Prêmio Jovem Cientista, em 2013, ano internacional de cooperação pela água. A minha ideia foi realmente ajudar a resolver a questão da água potável no semiárido. Na ocasião, não ganhei o prêmio, mas continuei o projeto até chegar na faculdade", conta. Já na Ufba, Anna diz que ingressou na Academic Working Capital, um programa de empreendedorismo universitário do Instituto TIM, e pode desenvolver ainda mais a ideia, que também já ganhou outros prêmios como o Champion of Water Challenge by UM, no Fórum Mundial da Água 2018, e o Young Water Solutions Fellowship 2018. "Eu me inseri num movimento de startup, e o professor disse que o projeto tinha potencial. En
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Estudante cria tecnologia para filtrar água através solar regiões semiárido leva prêmio Bahia Bahia Estudante cria tecnologia para filtrar água através solar regiões semiárido leva prêmio Anna Luisa Santos anos outros estudantes abraçaram ideia levaram bolada competição HackBrazil. Tecnologia implantada cidades estados. Alan Tiago Alves 17/04/2019 10h46 Atualizado 2019-04-18T13:56:24.955Z Estudante cria tecnologia para filtrar água através solar regiões semiárido leva prêmio Foto: Divulgação estudante baiana faturou prêmio Estados Unidos após desenvolver ideia visando solucionar problema muito comum Nordeste Brasil: falta acesso água potável. Anna Luisa Santos anos criou sistema filtragem sustentável para ligado cisternas utiliza radiação solar para tornar água contaminada própria para consumo regiões castigadas pela seca. jovem formou Biotecnologia pela Universidade Federal Bahia (UFBA) 2018 outros três estudantes abraçaram ideia levaram bolada segundo lugar competição HackBrazil evento brasileiro tecnologia Boston (EUA) premia iniciativas empreendedoras. Aqualuz acoplado cisternas para realizar filtragem água através Foto: Divulgação final aconteceu abril durante Brazil Conference evento estreou 2015

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