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Debate Sobre Concentracao Da Internet Encerra Forum Em Goiania


Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-11/debate-sobre-concentracao-da-internet-encerra-forum-em-goiania

Debate sobre concentração da internet encerra fórum em Goiânia | Agência Brasil Pular para o conteúdo principal Digite sua busca e aperte enter Toggle navigation Menu principal MARCELLO CASAL JR Compartilhar:      Geral Debate sobre concentração da internet encerra fórum em Goiânia Publicado em 07/11/2018 - 17:34 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil Goiânia Nos últimos anos, a internet passou a ser dominada por grandes conglomerados com atuação global, como Facebook, Google, Apple, Amazon e Microsoft. Em 2017, as principais plataformas movimentaram US$ 365 bilhões e somaram valor de mercado de US$ 3,8 trilhões. Somente Apple e Amazon passaram a valer mais de US$ 1 trilhão cada nos últimos meses. Esse processo de concentração provoca novos desafios e demanda novas formas de atuação pelo Estado. O assunto foi o tema do último debate do Fórum da Internet no Brasil, evento que terminou hoje (7) em Goiânia. O Fórum foi uma iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI Br) e reuniu pesquisadores, empresários, ativistas e interessados em temas como novas tecnologias digitais, proteção de dados pessoais, inovação no mundo online, inteligência artificial, inclusão digital e acessibilidade em serviços online. No encerramento do encontro, os impactos das grandes plataformas foi o destaque. O professor da UFRJ e integrante do CGI Marcos Dantas destacou que a atuação desses grupos tem marcado a web atualmente, constituindo o que chamou de “praças de mercado” virtuais, controladas por investidores do mercado financeiro e que geram receita a partir dos dados pessoais coletados e explorados por sistemas informatizados calcados em algoritmos. Essas plataformas diminuem o tempo dos negócios, colocando pessoas para transações variadas (como alugar um quarto ou tomar um transporte) que ocorrem em segundos. “A internet foi criada por cientistas e a pessoa acessava diretamente. Agora ela é usada por bilhões de pessoas dominada por corporações mediático-financeiras. Temos que discutir como regular essas plataformas e suas relações monopolistas nesse cenário”, defendeu o docente. O empresário Hugo Seabra, criador de startups e diretor da plataforma Congressy, de eventos corporativos, comentou que muitas vezes as pessoas acabam aceitando a entrega dos seus dados pois, por um lado, esta é uma condição imposta pelas plataformas e, por outro, os dados são coletados em troca de serviços gratuitos oferecidos e de comodidade em diversas atividades. “As plataformas digitais são o intermédio entre aqueles interessados em algo e quem tem algo a oferecer. Nessa transformação digital, a gente vem de uma era digital em que oferece todos os nossos dados desde que tenhamos comodidade. A maioria não se preocupa com o que está entregando”, ponderou. A diretora do Departamento de Proteção aos Direitos do Consumidor do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caram, apontou como estratégia olhar o impacto da concentração de dados nas plataformas para a competição no setor da economia digital e para os usuários. “A partir do momento que a empresa tem os dados do consumidor ela pode sim prejudicar a concorrência. Quem falou que eu quero que o Facebook saiba que eu estou em uma cidade tal e me oferte um serviço?”, questionou. A jornalista e diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé, Renata Mielli, lembrou que nos últimos anos o Facebook comprou os principais concorrentes, como o Whatsapp e o Instagram. Na semana passada a empresa anunciou que chega a 2,6 bilhões de pessoas com seus diversos aplicativos. No ranking dos mais acessados, ela possui os três primeiros: Facebook, Whatsapp e FB Messenger. "Se o Facebook continuar comprando outras empresas, ele vai se constituir em um conglomerado ainda mais dominante no mercado digital. Como impedir essas fusões? Vamos ter que definir regras para isso. Para que nossos dados não estejam monopolizados em um local. Precisamos de uma ação antimonopolista para tentar evitar essa concentração”, defendeu. Antitruste
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