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Clube privê - Jornal O Globo Home menu Rio Rio Ir para a página Assuntos em Destaque Dr. Bumbum: 'O médico fez a cabeça da minha mãe, não pode ficar impune', diz filho de bancária morta no Rio Miss Bumbum diz que Denis Furtado bebeu vinho antes de procedimento estético Publicidade Em destaque Coluna Washington Fajardo [email protected] A coluna é publicada aos sábados na Editoria Rio Publicidade 07/07/2018 4:30 Clube privê A reunião secreta promovida pelo prefeito Marcelo Crivella no Palácio da Cidade subverte não apenas as funções legais de um espaço público como também destrói os símbolos que organizam o Rio e a República brasileira Washington Fajardo - Reprodução Eu sou mais velho que o Rio. Explico. Eu nasci em 1972, mas o município do Rio de Janeiro só foi constituído em 15 de março de 1975 pela fusão do Estado do Rio com a cidade-estado da Guanabara, resto administrativo da transferência da capital para o Planalto Central.Obviamente, esta não é uma afirmação científica, até porque a fundação oficial da cidade é de 1565, mas somente uma observação empírica com a finalidade de fazer perceber como passamos por muitas e profundas transformações recentemente em escala histórica, sem contudo perder o rumo institucional e a devida atenção ao símbolos públicos e republicanos.Capital da colônia desde 1763, foi também do Império Português, e depois capital do país a partir da independência. Em 1834, foi alçado à condição de Município Neutro, pelo Ato Adicional à Constituição de 1824, criando uma peculiaridade político-administrativa que perduraria até a República, como Distrito Federal. Com isto, visava-se resguardar o território das vicissitudes de uma reles municipalidade: as mesquinharias políticas, os embargos legislativos, os pequenos golpes e traições da política local. Assim, quem administrava o país governava também a cidade, indicando o alcaide. E o povo só votava no Legislativo. Era um preço que se pagava caro pelo peso da representação simbólica de todo o país, contudo também a beneficiava como lugar espelho do melhor que a nação pudesse inventar e desenvolver. Não por acaso perduram até hoje qualidades urbanas raras no país. Se a pujança econômica de São Paulo é tão atraente hoje para empresas e pessoas, por exemplo, a capital paulistana nunca deu devida atenção e prioridade ao espaço público, tendo essencialmente se organizado graças a um plano “conceitual” de avenidas feito por Prestes Maia em 1930, quando o Rio já havia disposto de inúmeros projetos urbanos. Dois bairros distantes dez quilômetros de seus centros, um aqui, outro lá, Méier e Vila Guarani, respectivamente, e vencerá o carioca em qualidades públicas.Do mesmo modo, nunca tivemos prefeitos, digamos, “curiosos” como Jânio Quadros, Paulo Maluf, Celso Pitta ou João Doria. Mas votamos menos vezes ao longo da História do que nossos amigos paulistanos.O princípio público é abundante no Rio, fazendo forçosamente desta dimensão um norte ético que vem orientando governos, mesmo nos contextos econômicos ou políticos mais duros.Até hoje.Mas antes voltemos a 1975. Foram estes princípios que ajudaram a cidade quando deixou de ser capital e até quando passou a se igualar a qualquer outro município brasileiro. E tamanha foi a novidade do novo arranjo que não havia uma sede para o governo municipal, criação inédita, e que não podia dispor dos espaços que pertenciam agora ao governo do estado. Se, por um lado, foi possível fazer transfusão da qualidade imaterial da administração pública, que antes era federal, depois estadual, e, finalmente, municipal, pelos servidores, foi necessário edificar uma nova estrutura. Ou comprar.E assim fez o prefeito Marcos Tamoyo ao adquirir o Palácio da Cidade na Rua São Clemente, antiga sede da embaixada britânica, projetada por Robert Prentice, arquiteto escocês que atuou muito por aqui. Colaborou no projeto da Central do Brasil; é de sua autoria o belo edifício da antiga Standard Oil, ou Esso, atual Ibmec, na Avenida Presidente Wilson, de desenho art déco, ou a estação Leopoldina, na Avenida Francisco Bicalho. Como se pode constatar, ele dominava tanto a linguagem clássica como as frescas tendências modernas. Para a embaixada, construída entre 1947 e 1949, adotou o chamado estilo “Adam”, inspirado nos irmãos Robert e John Adam, cujo costume para arquitetura e mobiliário de caráter neo-clássico, de acento paladiano, agradava as cortes inglesa e escocesas do final do século XVIII.Marcado pela austeridade ornamental da composição, onde quatro colunas destacam o corpo principal encimado por um tradicional frontão clássico, o Palácio da Cidade veio a oferecer espírito novo ao município em gestação, e o périplo por uma sede fez com que Tamoyo fosse alvo de chacota. Há um belo cartum do Lan que mostra o prefeito despachando de um banco de praça.Todos esses símbolos públicos e republicanos, que remontam à formação do Rio, mas que também representam a construção do país, foram vilipendiados quando o prefeito Marcelo Crivella converteu o espaço público em um clube privê e anunciou calmamente que uns cidadãos merecem mais atenção e prioridade que outros para os serviços públicos de saúde que o município oferece, revelando quem são as tais pessoas com quem de fato se preocupa. Atrás de portas fechadas e cortinas cerradas, e sem celulares presentes, salvo o de um Judas, serenamente ele avisa que “não importa se vai ser um trauma no muni
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