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Andldquo W Estado Poderia Ter Sido Mais Previdenteandrdquo


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“O Estado poderia ter sido mais previdente” - Tribuna do Norte Menu Buscar Destaques: “O Estado poderia ter sido mais previdente” Publicação: 2018-01-14 00:00:00 | Comentários: 0 A+ A- Ricardo AraújoEditor de EconomiaMergulhado na mais importante crise financeira dos últimos anos, o Governo do Rio Grande do Norte corre contra o tempo para não afundar, ainda mais, na areia movediça das contas públicas em desequilíbrio. Sem recursos extras, como Fundo Previdenciário e da Repactuação, para recorrer e quitar servidores públicos, apresentou um pacote de ajuste fiscal que gerou protestos dos servidores estaduais e a ausência de parlamentares no plenário da Assembleia Legislativa no dia da apreciação inicial do projeto.Para quem já sentou no banco de titular da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, a situação atual não é fácil e poderá piorar, caso o Estado não formule meios eficazes para dela sair. Ao longo da entrevista a seguir, Bira Rocha analisa os problemas vividos pelo Estado e pelos mais de 100 mil servidores e aponta possíveis soluções. Como o senhor analisa a atual situação financeira do Rio Grande do Norte?É uma crônica anunciada, absolutamente previsível. Eu achava, inclusive, que isso aconteceria no segundo ano do governo Robinson Faria. E só não ocorreu porque ele usou recursos da Previdência Estadual. Senão, teria acontecido. Acabou o dinheiro da Previdência Estadual e começou a acontecer o que está acontecendo aí. Não existe nenhum segredo nisso. A receita sendo menor que a despesa, no fim, não dará certo. E foi o que aconteceu. Está ocorrendo com o Governo do Estado, está ocorrendo com outros governos. Alguns Estados se equilibraram e o Rio Grande do Norte não conseguiu.Por quais motivos?Eu acho que existem dois fatores. O primeiro deles é que o governador Robinson Faria tinha outros meios, antes de antecipar-se ao fato, mas não os empregou. Seria a privatização da Caern, que ele chegou a entregar para fazer os estudos junto ao BNDES. Com esse estudo de venda da Caern, que era rápido, pouco notório, como foi feito no Rio de Janeiro. Mas aí houve o rebuliço junto à JBS e houve a denúncia que a empresa teria prioridade na privatização da Caern e, certamente, o BNDES retirou o direito de fazer o estudo e privatizar. Hoje seria o aval, seria a grande receita que o Estado teria, como o Rio de Janeiro está tendo.  Agora, o governador parte para outras formas de sanear a crise.Quais são elas?A venda de ativos. Essa venda de ativos, principalmente na parte imobiliária, é muito difícil. O mercado está em baixa. Não é hora de vender nada porque, realmente, o Brasil ainda não está num momento difícil. Eu espero que o Estado saia dessa, mas está com dificuldades. O Estado poderia ter sido mais previdente. Eu diria que, antes de assumir o Governo, deve-se saber como ele está. Quando Garibaldi Alves Filho assumiu o Estado, a situação era muito difícil. Mas foi feito um estudo e ele ficou sabendo de tudo. Ele já assumiu com isso na mão e rapidamente tomou as medidas que, naquela época, eram compatíveis. Elas previam, entre outras coisas, diminuir o tamanho do Estado, da máquina que era muito grande. Foram extintas empresas e reduzido, em 35%, o custeio do Estado. Em cinco meses, o funcionalismo estava em dia, tinha dinheiro no caixa e começava a se investir. Mas, tudo isso foi feito antes de se assumir o Governo do Estado.O senhor acha, então, que faltou planejamento?Eu acho que faltou planejamento, instrução. Robinson assumiu e não tinha um plano. Ele até sabia a situação, mas não tinha um plano.O atual pacote de ajuste fiscal irá mitigar a crise?Eu acho que o Governo do Estado pode até colocar em dia o funcionalismo público, melhorar o custeio, mas qual é o projeto do Rio Grande do Norte. O Estado teria que ter um projeto, um sonho, uma utopia. O Estado está sem projeto. Nós tivemos problemas financeiros em 1995, mas depois vieram projetos como o Polo Gás Sal, vieram as adutoras. Naquela época, chegou a chamar-se o Rio Grande do Norte de tigre ensolarado, em comparação aos tigres asiáticos, que cresciam muito. Hoje, o Rio Grande do Norte é um gatinho desdentado. Está faltando um projeto, alguém que faça, de novo, o Rio Grande do Norte voltar a sonhar ser grande. Isso morreu a partir do governo de Fernando Freire. Pegue o crescimento que existia, no qual o Rio Grande do Norte com crescimento acima da média do Nordeste e hoje figura como último. Nós estamos numa geração perdida, na geração que fracassou. O atual governo que cortar cargos comissionados, vender ativos, aumentar alíquotas. Eu não vejo o resultado disso. Vou torcer para que dê certo. O Brasil está passando por uma fase interessante. Momento interessante?Sim. Os outros Poderes querem se tornar independentes mesmo sem arrecadar, sem ter escopo arrecadatório. Enquanto a arrecadação própria cresce bem, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça crescem suas despesas bem acima das receitas. É uma crônica anunciada. Se você pegar o crescimento dessas áreas, elas são muito superiores ao crescimento da receita. Quais soluções podem ser implementadas para que o Estado saia da crise?Primeiro, os Poderes deveriam concordar em
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“O Estado poderia sido mais previdente” Tribuna Norte Menu Buscar Destaques: “O Estado poderia sido mais previdente” Publicação: 2018-01-14 00:00:00 Comentários: Ricardo AraújoEditor EconomiaMergulhado mais importante crise financeira últimos anos Governo Grande Norte corre contra tempo para não afundar ainda mais areia movediça contas públicas desequilíbrio. recursos extras como Fundo Previdenciário Repactuação para recorrer quitar servidores públicos apresentou pacote ajuste fiscal gerou protestos servidores estaduais ausência parlamentares plenário Assembleia Legislativa apreciação inicial projeto.Para quem sentou banco titular Secretaria Estado Planejamento Finanças situação atual não fácil poderá piorar caso Estado não formule meios eficazes para dela sair. longo entrevista seguir Bira Rocha analisa problemas vividos pelo Estado pelos mais servidores aponta possíveis soluções. Como senhor analisa atual situação financeira Grande Norte?É crônica anunciada absolutamente previsível. achava inclusive isso aconteceria segundo governo Robinson Faria. não ocorreu porque usou recursos Previdên

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