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Um Teste Do Tribunal Da Internet


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Um teste do tribunal da internet | VEJA.com menu Group 21 Copy 4 Created with Sketch. Assine search Filipe Vilicic A origem dos bytes Informações exclusivas e análises dos bastidores da indústria digital SIGA Tecnologia Um teste do tribunal da internet Confira o resultado. Isso se não for daqueles que se contentam em ler apenas as manchetes que aparecem em sua timeline do Facebook Por Filipe Vilicic access_time 15 nov 2017, 13h24 - Publicado em 14 nov 2017, 15h22 chat_bubble_outline more_horiz Não é a primeira vez que testo o índice de (ou falta de) leitura por parte dos comentaristas de redes sociais. Em fevereiro deste ano, publiquei a chamada “Estudo indica que brasileiros leem cada vez menos. Será?” no Facebook de VEJA. Contudo, tratava-se de uma pegadinha. Pois bastava clicar no link para ser direcionado a uma página na qual se explicava o experimento, que justamente apresentava o intuito de flagrar aqueles que compartilham notícias (ou, ainda, fake news) por Facebook e afins sem nem ler / ver o conteúdo. O resultado foi de entristecer – tiveram até associações de (acredite!) incentivo à leitura que caíram na armadilha. No fim, o teste ainda rendeu uma palestra em um TEDx (em breve, compartilharei o vídeo respectivo). Agora, realizei outro teste com os leitores, ou não-leitores. Notei como o último post publicado neste espaço (“O caso William Waack e o tribunal da internet”) estava se espalhando pelas redes de forma deturpada. Por isso, resolvi analisar se tal descontextualização se dava por incapacidade de interpretação de texto, ignorância acerca das tantas referências incluídas (a exemplo de citações à série de TV Black Mirror e a escritores como Hemingway e Nelson Rodrigues) ou se simplesmente os navegantes do Facebook repetiram o ato de reagir tão-somente a uma chamada que viram em suas timelines, sem nem clicar na mesma, conferir o que fora escrito etc. É de entristecer notar que se tratou do último caso. Mais uma vez. Como sei? Após observar a série de compartilhamentos deturpados de meu post, resolvi planejar o novo teste. Para efeitos práticos, emprestarei mais uma vez o adjetivo usado por Umberto Eco para definir os comentaristas seriais das redes sociais, que nada leem, mas tudo sabem: “imbecis”. Pois coloquei os imbecis à prova. Para realizar o experimento, decidi por ampliar o público, com o objetivo de flagrar mais dos imbecis. Por isso, impulsionei – termo usado pelo Facebook para quando se paga uns contos (no meu caso, em torno de 20 reais) para propagandear um post pela rede – o link, numa tática adotada por mim apenas outras duas vezes (numa para promover meu livro sobre a história do Instagram, O Clique de 1 Bilhão de dólares; noutra simplesmente para ver como funcionava o recurso). Como resultado, multipliquei por cinco o alcance do teste na rede de Mark Zuckerberg, atingindo alguns milhares de indivíduos. Primeira descoberta: de cada dez pessoas que pararam para ver a chamada, uma se dava ao trabalho de lê-la. Então, monitorei comentários sobre o post; algo que raramente faço. Como percebi que ou muitos dos comentaristas foram maliciosos e preconceituosos ao espalhar a notícia, ou faltou a eles um mínimo de compreensão de texto (quais forem estes) ou (o mais provável) seguiram a forma que destaquei no mesmo post publicado neste espaço, de “veja, julgue o mais rápido (quanto menos tempo para refletir, melhor) e compartilhe sua condenação com ares de expert”? Como descobri? Ficou evidente, em poucas constatações, que a maioria realmente viu, não leu e saiu por aí falando como bêbados ignorantes num bar. 1. Tão-somente por ter colocado o nome William Waack em pauta, alguns me “acusaram” de defender a fala racista do jornalista. E não adiantou destacar, logo no início do post: “por ter viralizado um vídeo no qual fez (o William Waack) comentários racistas”. Onde, nesta frase, se protege o ato (repito: racista) do apresentador? 2. Muitos dos imbecis garantiram que o post publicado pretendia evitar a condenação de Waack. Pausa. O qu
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