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Pesquisa Divulgada Na Science Identifica Povoamento Das Americas


Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-11/pesquisa-divulgada-na-science-identifica-povoamento-das-americas

Pesquisa divulgada na Science identifica povoamento das Américas | Agência Brasil Pular para o conteúdo principal Digite sua busca e aperte enter Toggle navigation Menu principal Compartilhar:      Geral Pesquisa divulgada na Science identifica povoamento das Américas Pesquisadores do Museu Nacional e da UFMG participaram do trabalho Publicado em 08/11/2018 - 17:13 Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro Uma pesquisa para identificar o povoamento da América do Sul e a relação com a América do Norte, a Sibéria e a Austrália, foi publicada nesta quinta-feira (8) na revista norte-americana Science. O trabalho se baseia no estudo genético de fósseis encontrados no Brasil, em populações de Lagoa Santa, em Minas Gerais, e do homem de Spirit Cave, a múmia natural mais antiga do mundo, encontrado em Nevada, nos Estados Unidos. O trabalho, que contou com a participação de pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Museu Nacional, da Universidade da Dinamarca, foi apresentado no auditório do Zoológico, ao lado do Museu Nacional do Rio de Janeiro. O líder do projeto, pesquisador dinamarquês Eske Willerslev, da Universidade de Copenhagen, disse que estava muito satisfeito por dois motivos: um pela publicação na revista Science dos estudos realizados junto com seus colegas em uma “maravilhosa colaboração” e o outro por saber que a pesquisa em conjunto vai se estender ao futuro. Os pesquisadores querem saber como se formaram essas populações, quantas ondas de migrações ocorreram e em que medida influenciaram a formação dos povos que, atualmente, habitam essas regiões. Lagoa Santa Novo estudo genômico desvenda a história de distribuição das primeiras populações do continente americano - Luiz Souza/Museu de História Natural da Universidade de Copenhagen O início das escavações em Lagoa Santa, onde foi encontrado o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil brasileiro, foi feito pelo arqueólogo e paleontólogo dinamarquês Peter Lund, que, no fim do século 19, levou o material ao seu país onde, para a continuidade dos estudos, foi arquivado no Museu Nacional da Universidade de Copenhagen. De acordo com o pesquisador do museu dinamarquês, Peter de Barros Damgaard, que trabalha com Willerslev, durante muito tempo o material ficou parado até os pesquisadores fazerem a primeira análise, com sucesso, datando e sequenciando os esqueletos. Agora, aos estudos, estão sendo anexadas amostras que foram resgatadas pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro, meses antes do incêndio do dia 2 de setembro deste ano. “Temos já resultados positivos, não só datando as amostras, mas também sequenciando genomas completos”, disse Damgaard. O pesquisador Luiz Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, disse que a importância de Lagoa Santa na descoberta está no tipo de solo da região. “É um solo calcário que permitiu tanto os ossos de populações pré-históricas, como de animais da época, ficassem mais preservados até agora, o que é difícil de se encontrar em outros ambientes. O fato do solo de Lagoa Santa ter essas propriedades particulares permitiu que até no século 19, inclusive, e ainda hoje, há escavações nesses locais e encontrando mais ossos”. Luzia e migrações Os pesquisadores se debruçam, agora, na avaliação de como podem fazer uma análise genética do fóssil de Luzia, que, para eles, pode explicar a relação da população de Lagoa Santa com os povos nativos da América do Sul e da Austrália. “É para saber como entrou este sinal genético que conecta os povos da América do Sul com os povos da Austrália comparados aos índios da América do Norte”, explica Damgaard. Na visão do pesquisador, Luzia é a chave para explicar esse mistério. “Estamos olhando cinco genomas que estamos publicando agora, e nos reconstruídos a partir do Museu do Rio, que nos mostraram alguns meses antes do incêndio. Eles têm mais ou
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