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Inss Faz Contrato De R 8 8 Milhoes Para Compra De Software Com Distribuidora De Bebidas


Fonte: oglobo.globo.com/brasil/inss-faz-contrato-de-88-milhoes-para-compra-de-software-com-distribuidora-de-bebidas-22682824

INSS faz contrato de R$ 8,8 milhões para compra de software em sede de distribuidora de bebidas - Jornal O Globo Acessar Navegação Brasil Assine Buscar Buscar Acesse no Facebook Twitter Instagram Reage Rio Rio Gastronomia Acesse no Facebook Twitter Instagram Receba nossas newsletters Cadastrar PUBLICIDADE Em destaque INSS faz contrato de R$ 8,8 milhões para compra de software em sede de distribuidora de bebidas Francisco Lopes admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência da contratada por Patrik Camporez e Robson Bonin 15/05/2018 10:00 / Atualizado 15/05/2018 12:36 Fachada da empresa de tecnologia que fechou contrato com o INSS - O GLOBO / INSS PUBLICIDADE BRASÍLIA — Engradados de água mineral e prateleiras com garrafas de vinho. Uma funcionária que se reveza entre o atendimento do telefone e a organização do pequeno estoque de rótulos de tintos numa acanhada sala comercial, no térreo de um prédio residencial, em Brasília. É nesse cenário que funciona a RSX Informática LTDA, um estabelecimento que se parece com uma distribuidora de bebidas, mas que, no setor de pagamentos da gestão do presidente Michel Temer, está registrada como uma companhia especializada no desenvolvimento de softwares de última geração. Sem capacidade para tocar qualquer dos contratos que já conquistou no governo – como um dos sócios admite ao GLOBO –, a empresa faturou nos últimos anos cerca de R$ 10 milhões sem produzir um bit de informação. No mês passado, ela fechou um contrato de R$ 8,8 milhões para vender ao INSS um programa de computador e fornecer treinamento a servidores do órgão sobre como utilizá-lo. Depois de liberar R$ 4 milhões à empresa, sem obter nenhum serviço em troca, o presidente do INSS, Francisco Lopes, admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência da RSX. – As diligências deveriam ter sido feitas antes da contratação? Isso eu concordo. Eu conversei com os meninos (assessores do gabinete) e perguntei se eles fizeram diligência na empresa. Eles disseram que não foram, porque outros órgãos já haviam contratado a mesma empresa. Eu determinei (após a apuração de O GLOBO) uma diligência no contrato, e que eles peçam o currículo de todas as pessoas que vão trabalhar no nosso contrato, se elas têm vínculo com a empresa e qual a capacidade técnica deles – disse o presidente do INSS. Veja tambémA RSX Informática tem apenas dois funcionários – a mulher do estoque de vinhos e um técnico de informática – e está muito longe de possuir a capacidade operacional exigida pelo governo para honrar seus contratos. Para ganhar contratos no governo, ela vem se valendo de um “atestado de capacidade técnica” expedido pelo Ministério do Trabalho, segundo o qual, ela teria desenvolvido 66 produtos ao órgão. Procurado, o órgão não quis comentar os critérios utilizados para emitir o documento. Na internet, para demonstrar expertise e impressionar possíveis clientes, a RSX apresenta em seu site uma lista de estatais, entidades de classe empresarial e órgãos públicos que teriam contratado seus serviços. A Petrobras e a Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, seriam clientes. Procuradas, ambas as instituições negaram ter negócios com a RSX. “Não existem registros de contratos celebrados entre a empresa RSX Informática LTDA e a Petrobras”, disse a estatal, em nota. “Informamos que a Confederação Nacional da Indústria não firmou contrato algum com a empresa RSX Informática Ltda, tampouco a mesma consta do cadastro de fornecedores dos Departamentos Nacionais do Sistema Indústria”, afirmou, por meio de nota, a CNI. Um dos donos da RSX, Raul Maia admite não ter condições de produzir o que se comprometeu a entregar. — A gente compra a licença e revende para o cliente. Além da intermediação, nossa função vai ser a execução do serviço. Nós somos distribuidores da solução – disse. Raul Maia, sócio da RSX, na sede da distribuidora de bebidas que fornece softwares ao governo - Reprodução PRESIDENTE DO INSS IGNOROU ALERTASA ideia de contratar a RSX e pagar a bolada milionária pelo programa surgiu no gabinete do presidente do INSS, Francisco Lopes. Valendo-se de uma ata de preços, uma modalidade de compra do governo que dispensa licitação, Lopes determinou que a empresa fosse remunerada para construir o tal programa capaz de fazer varreduras no sistema do órgão e identificar vulnerabilidades de segurança. Quando verificou o volume de recursos envolvidos no negócio e o tipo do programa de computador que seria comprado, a área técnica do INSS tratou de alertar o presidente para a falta de amparo técnico ao negócio, a possível inutilidade da compra para o órgão e o risco de desperdício de recursos públicos. Um relatório de 25 páginas assinado por oito técnicos apontou, entre outras questões, que não havia sido “identificada a necessidade de contratação do software”. – O sistema foi adquirido sem prova de conceito, ou seja, sem mostrar tecnicamente qual o ganho, de fato, o programa traria para o INSS. Qual vantagem da compra para o instituto, que justifique o gasto de 8 milhões? – diz um servidor do INSS sob a condição do anonimato. Alertado duas vezes para os problemas, o presidente do INSS resolveu agir. Não como os técnicos esperavam. Em vez de ampliar os estudos técnicos e interromper o processo de contratação da RS
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