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Andlsquo A Maior Inovacao Pode Estar Na Periferia Do Paisandrsquo Aponta Futurista Dinamarques


Fonte: surgiu.com.br/2018/10/11/a-maior-inovacao-pode-estar-na-periferia-do-pais-aponta-futurista-dinamarques/

‘A maior inovação pode estar na periferia do país’, aponta futurista dinamarquês – Surgiu 12 de nov de 2018 12 de Nov de 2018 MENU BUSCAR ‘A maior inovação pode estar na periferia do país’, aponta futurista dinamarquês 11/10/2018 - 09:37 Por:  Felix Zucco Diretor de centro de estudos sobre a América Latina, Peter Kronstrøm está em Porto Alegre para participar de evento em que vai palestrar sobre o que nos espera no futuro Há 10 anos morando na América Latina – os últimos sete no Brasil, entre São Paulo e Florianópolis –, o futurista dinamarquês Peter Kronstrøm se revela um otimista ao falar sobre o que há por vir no continente. Ele acredita que há muita capacidade de inovação em países como o Brasil, mas falta autoestima à população para permitir um salto que equipare o desenvolvimento da sociedade ao que se encontra em nações mais desenvolvidas, como a região escandinava onde ele nasceu. Como diretor do Copenhagen Institute for Futures Studies Latin America (CIFS Latam), Kronstrøm pesquisa tendências e aponta caminhos para que os países latino-americanos não fiquem para trás na preparação para o futuro. Falando português e sentindo-se praticamente um brasileiro — ele fala em “nós” ao fazer referência à população do país —, Kronstrøm aponta que há mudanças muito mais importantes que os avanços tecnológicos a serem pensadas quando se fala em futuro. Foto: Divulgação Propondo questionar “como podemos imaginar o futuro?”, Peter Kronstrøm será o primeiro palestrante do evento Afternow, que começa terça-feira (10) em Porto Alegre e seguirá por um total de sete edições, entre abril e outubro, propondo reflexões sobre as mudanças que estão por vir em diversas áreas. Em sua passagem pela Capital, o dinamarquês concedeu a seguinte entrevista a Zero Hora: Qual a importância de se falar sobre o futuro? Entender o que está por vir ajuda sociedades e países a fazer mudanças antes de o futuro chegar. Entender que o futuro não é um bicho estranho também ajuda a conseguir vantagem estratégica. O futuro acontece agora. E colocar isso em pauta nos ajuda a realizar nosso papel em criar o futuro que queremos, um futuro melhor. Esse é um dos objetivos da sociedade. Se não tentarmos fazer um futuro melhor, por que estamos aqui? Como está a América Latina em um cenário de inovação mundial? Estou há 10 anos na América Latina, desde que saí da Dinamarca. Há uma década, o mundo era bem diferente. Com meus amigos, meu círculo social e profissional na Dinamarca, havia um tipo de conversa, e era outro tipo em Buenos Aires, outro em São Paulo, outro na Austrália. Nesses últimos 10 anos, o mundo ficou menor. O que estou vendo agora é o mesmo papo em São Paulo e em Copenhague (capital da Dinamarca). É difícil dizer se os países escandinavos, que têm a fama de ser mais orientados para frente, destoam tanto do resto do mundo. Tudo está mais equalizado. Nas minhas palestras, falo muito do potencial de inovação da América Latina. Os países latino-americanos têm alguma espécie de vantagem nessa preparação para o futuro? Quase todos concordam que a ameaça do futuro é o desenvolvimento de uma sociedade mais caótica, com mudanças muito mais radicais, que impactem tudo. Para enfrentar esse cenário, a melhor atitude é resiliência. E o que vemos na América Latina são países muito mais prontos para ser resilientes do que na Europa. Por conta da economia cíclica, e também porque na América Latina se está acostumado a enfrentar o caos. Quando surgem crises, as pessoas se levantam e desafiam o problema. Na Dinamarca, na Suécia, na Suíça, o povo não é tão resiliente. Não tem esse instinto natural para enfrentar o caos, que é bom para promover a inovação. Na Europa, estamos há tantos anos fazendo o correto que não ficamos tão abertos ao novo, como no Brasil. Em uma sociedade mais caótica, o jeitinho brasileiro é ótimo. A capacidade de fazer improvisação, de chegar de A a B contra todos os problemas, é encantadora. Essa improvisação e criatividade ainda faltam na antiga Europa. É possível que a América Latina se equipare à Europa nos próximos anos? O que falta um pouco, na minha opinião, é autoestima. Reconhecer que, realmente, aqui somos bons em pensar o novo. E essa autoestima eu gostaria muito de ver nos próximos anos na América Latina. O continente tem muitas cartas na mão. Em termos de pesquisa acadêmica e inovação tecnológica, claro que todo mundo fica para trás em relação à Alemanha e aos Estados Unidos. Mas em termos de pensar o novo, a América Latina está bem colocada. E o Brasil? Também falta autoestima aqui. Participo de vários projetos onde pessoas de São Paulo não têm nem ideia do que acontece na área de inovação em Florianópolis, ou no Espírito Santo. E pessoas do Rio de Janeiro não sabem o que está acontecendo em Porto Alegre. Porque dão pouco crédito para as ideias brasileiras. Se o país tivesse mais autoestima e reconhecesse que aqui somos bons em pensar criativamente, de maneira inovadora, os diferentes Estados se preocupariam mais uns com os outros. Quando o brasileiro fala em inovação, sempre quer olhar para fora. E talvez a maior inovação possa ser encontrada na periferia do nosso próprio país. Quando se fala no futuro, geralmente se pensa em tecnologia. Mas o que mais está envolvido nesse “pensar o futuro”? No Instituto de Copenhague, nos vemos como um antídoto necessário para o evangelismo tecnológico, para os que pensam que a tecnologia va
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‘A maior inovação pode estar periferia país’ aponta futurista dinamarquês Surgiu 2018 2018 MENU BUSCAR ‘A maior inovação pode estar periferia país’ aponta futurista dinamarquês 11/10/2018 09:37 Por:  Felix Zucco Diretor centro estudos sobre América Latina Peter Kronstrøm está Porto Alegre para participar evento palestrar sobre espera futuro anos morando América Latina últimos sete Brasil entre São Paulo Florianópolis futurista dinamarquês Peter Kronstrøm revela otimista falar sobre continente. acredita muita capacidade inovação países como Brasil falta autoestima população para permitir salto equipare desenvolvimento sociedade encontra nações mais desenvolvidas como região escandinava onde nasceu. Como diretor do Copenhagen Institute Futures Studies Latin America (CIFS Latam) Kronstrøm pesquisa tendências aponta caminhos para países latino-americanos não fiquem para trás preparação para futuro. Falando português sentindo-se praticamente brasileiro fala “nós” fazer referência população país Kronstrøm aponta mudanças muito mais importantes avanços tecnológicos serem pensadas quando fala futuro. Foto: Divulgação Propondo questionar “como podemos imaginar futuro?” Peter Kronstrøm será primeiro palestrante evento Afternow começa terça-feira (10) Porto Alegre seguirá

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